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Evento de 25 anos da Clínica Amigo Bicho alerta sobre doenças osteoarticulares no frio 19/06/2019 - 13:23:03

Sábado,  29 de junho,  será realizado evento em comemoração aos 25 anos da Clínica Amigo Bicho,  na Rua Montecaseros, 414, em Petrópolis. A programação começa às 11h, com café da manhã e a palestra "Prevenção de Doenças Osteoarticulares", ministrada pela médica veterinária Carolina D'Almeida Henriques de Souza Franco.

 

Ao da programação  especial, que termina às 15h, ocorrerá  feira de adoção do projeto #SomosTodosProtetores, com cães e gatos,  venda de produtos e camisetas, cuja renda é totalmente revertida para animais abandonados.

 

Para quem tem dificuldades em educar seu bichinho, haverá  dicas de comportamento canino, com o adestrador Rogério Nogueira, bolo de aniversário para os humanos e degustação de bolo canino,  petiscos e pastinhas para os pets, além de sorteios e distribuição de amostras de ração. A realização é feita com o apoio Barkeria, Bravecto, Farmina, Livelong, Real H e Vetnil.

 

O frio e as doenças osteoarticulares - O frio chegou e não atinge apenas os seres humanos. Os animais também sofrem e é preciso adotar algumas medidas para amenizar o impacto das baixas temperaturas com relação a algumas doenças como as osteoarticulares.

 

De acordo com a médica veterinária Priscila Mesiano, as doenças osteoarticulares não são  contagiosas. "São doenças degenerativas, ortopédicas, que cursam com artrose, má formação ou desalinhamento articular e/ou displasia. São doenças que levam a dor, instabilidade articular, degeneração e claudicação, ou seja, mancar", define.

 

A partir dos oito anos, já  pode se considerar que um animal está entrando na terceira idade. O envelhecimento com relação a doenças osteoarticulares é sem dúvida bastante prejudicial. No frio, as dores articulares tendem a piorar levando a mais desconforto. Muitas vezes, o animal pode lamber as articulações acometidas para manifestar dor  e deixar de usar mais um membro ou ficar mais deitado por dor ou deixar de se alimentar. Por isso, é preciso uma atenção mais especial do proprietário.


 

Labradores, pastores, rottweilers, goldens, dachshunds são algumas das raças com tendência a problemas articulares. Estes animais devem ser acompanhados desde a idade adulta como prevenção. "Também é possível prevenir o problema utilizando  um piso mais áspero no ambiente, sempre fazer exercício com o animal, utilizar rações com condroprotetores e evitar a obesidade", orienta.


 

A veterinária explica que o diagnóstico das doenças articulares é feito por meio de análise  clínica e raio-x. Algumas vezes também é necessária tomografia.

 

"Após o diagnóstico,  o tratamento da doença osteoarticular é um tratamento paliativo  para dor com condroprotetores que são medicamentos que regeneram as articulações. O uso de  anti-inflamatórios não deve ser a longo prazo porque pode ser prejudicial aos rins, já que normalmente a gente tá tratando de animais idosos. Então, esses tratamentos alternativos como acupuntura, reabilitação, medicina chinesa, tratamentos com fitoterápicos... Isso tudo é muito bem-vindo, tem um grande resultado", avalia.

 

Cães e gatos sofrem com a doença, sendo que os cães têm mais tendência. Gatos idosos manifestam menos dor, mas também têm artrose e displasia, apesar de serem mais discretos ao manifestar esses sintomas.  "É menos perceptível pro dono, principalmente se o dono não for um dono muito atento, o que a gente percebe é que o gatinho não sobe tanto na cama, nas prateleiras, no sofá, no armário, às vezes, o gatinho retém  as fezes, começa a fazer prisão de ventre porque ele não consegue subir mais na caixinha de areia, entrar na bordinha da caixa de areia porque ele tem dor articular, então, muitas vezes, esses são os sintomas do gatinho com dor articular", detalha, diferenciando gatos dos cães, que choram e mancam.

 

Somos Todos Protetores - O projeto formado por Mariana Davies, Virgínia Pereira e Domingos Galante Neto  visa ensinar e educar a todas as pessoas como ajudar um animal necessitado e mostrar que todos podem ser protetores em potencial.

 

"Infelizmente, os grupos de protetores da cidade já estão lotados e endividados, então é preciso conscientizar as pessoas de que cada um pode fazer a sua parte e não esperar uma ajuda, que muitas vezes, não chega, o que pode levar fazer a diferença na sobrevivência do animal", esclarece Mariana.

 

Dentre os objetivos do projeto,  está auxiliar e unir protetores sérios independentes em uma cooperativa, angariando fundos por meio da venda de camisetas, canecas e outros produtos.

 

Mas outros planos ainda estão por vir. "Estamos formando uma rede de lojas e outros estabelecimentos comerciais pet friendly que serão pontos para receber  donativos, ração e/ou remédios do projeto e vão oferecer descontos a quem colabora com a causa animal", antecipa.

 

Além da feira de adoção no evento, o projeto conta com algumas campanhas em funcionamento,  como a que auxilia na distribuição de casinhas padronizadas, de acordo com o Código de Posturas do Município, para os animais de rua.

 

Para adotar, é preciso ser maior de idade, apresentar comprovante de residência,  identidade e firmar compromisso de posse responsável. Quem quiser saber mais sobre o projeto, é só entrar em contato pelo e-mail somostodosprotetores@gmail.com.

 

Rogério Nogueira - Por influência dos tios criadores de cães, Rogério começou na profissão em 1995. “Naquela época, aprendi sobre treinamento, anatomia, condicionamento físico, ‘trimming’ e ‘grooming’”, conta. Em tempo, “trimming” e “grooming” são técnicas de tosa. O adestrador também viajou todo o Brasil, trabalhando por muitos anos em exposições de cães para posteriormente seguir com treinamento de cães em domicílio.

 

Quem não sofre com o cachorrinho que rói as coisas, late em demasia ou faz xixi em todos os cantos? Para tentar orientar sobre estes e outros problemas, Rogério estará à disposição, de 11h às 15h,  tirando dúvidas dos tutores sobre comportamento inadequado dos animais.

 

Quanto aos hábitos que não devem ser estimulados, o adestrador alerta sobre  estimular o cachorro a pular. Este é um comportamento que com o tempo pode se tornar incômodo. “Normalmente os cães quando ouvem nossa voz e veem nossas mãos, querem alcançar  e desde filhotes pulam, sobem em nós. Achamos bonitinho quando filhotes, mas quando crescem, o comportamento continua, aí queremos cortar. Imagina um cão que pulou em você durante oito meses e o dono quer que o vício termine em dezesseis aulas”, orienta.

 
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