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Especialista da UFRRJ realiza palestra gratuita sobre esporotricose em Petrópolis 13/06/2016 - 16:22:09

Na última quarta (27), foi realizada a palestra gratuita “Esporotricose: Uma Nova Visão”, na Casa Claudio de Souza,  com a renomada especialista Heloisa Justen da UFRRJ e UFF. O encontro, organizado pela Clínica Veterinária Amigo Bicho, teve como objetivo levar um alerta aos veterinários da cidade, a fim de convoca-los para uma investigação conjunta sobre o porquê do Rio, Grande Rio, Baixada Fluminense e Região Serrana ainda apresentar um número alto de animais com esporotricose. A quantidade de casos aqui é muito maior do que em outros estados do Brasil, sendo que ainda não foi possível apontar as causas destes números.

 
Em  levantamento recente, a Fiocruz concluiu que em um ano foram atendidos 3800 animais com a doença no Grande Rio, comparados a 180 casos avaliados em São Paulo no mesmo período. Outro ponto abordado dentro desta nova forma de olhar a esporotricose foi ressaltar sobre a importância das novas alternativas de tratamento para a zoonose, indicando que não há mais a necessidade da eutanásia para os animais com o problema, sendo totalmente possível curar até mesmo os casos graves.
 
FOTO: Veterinárias Priscila Mesiano (organizadora do evento), Maria Beatriz Pellegrini, Heloisa Justen e a administradora da Clínica Amigo Bicho Roberta Storti.

Heloísa Justen é  professora associada II da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, professora  e orientadora do curso da pós-graduação em Medicina Veterinária  - Patologia e Ciências Clínicas da UFRRJ, responsável pelo setor exclusivo de atendimentos de gatos domésticos do Hospital Veterinário da UFRRJ, tutora dos residentes de Clínica Cirúrgica e Medicina Felina do Hospital Veterinário da UFRRJ, doutora na área de Patologia Experimental na Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense e mestre na área de Cirurgia Veterinária pela UFF.

ESPOROTRICOSE - É fato que a ausência de castração, o hábito andarilho dos bichanos e/ou o contato humano direto com fezes contaminadas podem favorecer o desenvolvimento e a transmissão de  zoonoses, como a esporotricose, em que o animal precisa estar doente para haver o contágio para outros animais ou humanos.

A esporotricose ocorre  quando um fungo subcutâneo é transmitido aos seres humanos pela arranhadura ou mordedura de gatos doentes, o que propicia o aparecimento de feridas e nódulos pelo corpo. É fundamental que o dono sempre avalie a pele e o pelo do bichinho para, ao sinal de qualquer suspeita, levá-lo ao médico veterinário, a fim de que seja realizada biopsia e outros exames para o devido diagnóstico. Quanto mais cedo for a ação, mais fácil, barato e rápido é o tratamento.

De acordo com a médica veterinária Priscila Mesiano,  membro da International Society of Feline Medicine e da American Association of Feline Practioners, é possível evitar a doença por meio da castração. “A esterilização diminui o instinto do animal em circular pelas redondezas e entrar em atrito com outros gatos, mantendo-o mais junto aos donos, sendo que é importante lembrar também que animais com acesso à rua ou quintais, pincipalmente com lixo ou excesso de matéria orgânica em decomposição, estão mais propensos”, ressalta.

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